Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
Existem dois tipos de bullying, o direto, que é a agressão física, e é mais comum entre os homens, e o indireto que tem como característica o isolamento social da vítima, e é mais comum entre mulheres e crianças.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. As escolas geralmente não admitem o bullying, mas geralmente os casos acontecem quando não tem um supervisor por perto.
Pessoas que sofrem bullying na infância podem virar adultos com baixa auto estima, ter problemas de relacionamento, serem agressivos e em alguns casos pensam até em suicídio.
Os agressores geralmente são pessoas sem vida social, com baixa auto estima e de uma família desestruturada que escolhem como vítima pessoas pouco sociáveis, que não sabem se defender e inseguras, e por causa disso elas não pedem ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais, respeito à dignidade da pessoa humana, e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar.

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