terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mudem suas mentes, mulheres!

Você já se deu conta de que se dispusesse de 51% das ações de uma empresa seria o “dono”, a “dona” da empresa? Seria. A maior parte das ações estaria no seu bolso, você mandaria e todos lhe obedeceriam, podiam até bater o pezinho debaixo da mesa de reuniões, mas não abririam o bico contra você… Bom esse poder, não?
Pois é, mas se você que agora está me “ouvindo” for mulher, você tem essas “ações” nas questões que envolvem todas as práticas sociais do Brasil, deu-se conta disso? Sim, as mulheres são 51% da população brasileira, só não têm maioria eleitoral porque não querem. Está bem, faço uma concessão, não é que não queiram, não foram educadas para querer, para ter consciência desse poder. E essa consciência começa a ser podada no berço, mais tarde passa pelas igrejas, que fazem muito bem a sua parte de diminuir as mulheres, depois vem o colégio, as empresas, e se alinha no casamento, onde quem passa a mandar são os homens. Ou você dúvida?
Se as mulheres, maioria eleitoral no Brasil, decidirem, por exemplo, só elegerem mulheres, elas deixarão todos os homens fora do poder, o poder será delas. Mas qual, elas votam pelo “cabresto”, primeiro do pai, depois do namorado, mais tarde do marido. Eles “sugerem” em quem elas devem votar. Sim, eu sei, você, leitora, é exceção, até gostaria de apertar-lhe a mão… Mas as outras, em maioria absoluta, ainda baixam a cabeça na hora de votar, olham para os lados, pedem sugestões e acabam votando pelo voto dos seus homens: pais, irmãos, namorados e, fundamentalmente, maridos. Repito, claro que há exceções, mas veja bem, são exceções.
Sempre acreditei que o gravemente enfermo tecido social em que vivemos pode curar-se, uma revolução cultural chefiada pelas mulheres pode mudar o rumo da bússola hoje sem norte no Brasil…

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