quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

E eu com isso? E nós com isso?


A psicologia é uma ciência muito “enjoada”, ela nos puxa as máscaras… Ela nos desnuda, mostra-nos verdades que não queremos admitir, tanto é verdade que criamos os mecanismos de defesa da mente, estão fora da nossa consciência, não queremos que certas verdades nos cheguem ao consciente.

Cedo, aprendemos na vida que o nosso maior “órgão” de prazeres é a boca. Tudo muito simples. Quando nascemos, nascemos berrando, desculpe, quis dizer chorando. Chorando por tudo e por nada. E qual é o nosso primeiro vínculo de prazer a nos saciar e da paz após o nascimento? O seio da mãe. Daí pra a frente, sempre vamos associar o que é bom à boca, dizemos, por exemplo, que tal pessoa é um “doce”, doce é coisa boa, comemos. E quando alguém nos é antipático, o que dizemos? Dizemos que essa pessoa nos dá ânsias de vômito.

Quer dizer, o que é bom, comemos; o que é ruim, vomitamos. Os homens, aliás, muitas vezes dizem que “comeram” a fulana, linguagem chula, vulgar, mas cheia de simbolismos. Comer, simbolicamente, é engolir a pessoa. Já a pessoa antipática vomitamos, botamos para fora. Simples e claro.

Li, dia destes, nos jornais que a princesa Kate engravidou e anda vomitando muito, sentindo muitas náuseas. Pois a “aborrecida” ciência da Psicologia diz que mulher que vomita na gravidez está rejeitando inconscientemente o filho. Sinto muito e não adianta discutir comigo, as contrariadas que discutam com Freud. Ademais, o que é que nos interessa que qualquer dengosa ande sentindo vômitos de gravidez? Mas a verdade é essa, vômitos de gravidez é rejeição à gravidez.

Vale para tudo na vida, muitas vezes a pessoa escolhe um marido ou uma mulher que o inconsciente rejeita, mas por razões de ordem muito pessoal e fora da consciência, com ele ou ela acaba casando. Somos dominados pelo nosso inconsciente, e ele não mente. A “princesa” anda vomitando? Está rejeitando, botando para fora a gravidez. Assinado, Freud…

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