Sentei para ler jornais e acidentalmente baixei os olhos, caíram sobre uma das minhas caixas de sapatos cheias de frases. Passou-me uma ideia pela cabeça. Deixei os jornais para depois, pensei um pouco e me ordenei. Fui a uma das caixas de frases e antes de pôr a mão lá dentro e tirar uma frase, fiz comigo mesmo aquele joguinho de crianças: a frase que sair será um sinal, afinal, acredito em sinais. Sabes o que saiu?
Saiu esta sentença, nada nova, mas eterna: – “A maioria das pessoas não têm necessidade de mais roupas. Elas compram não porque precisam, mas porque querem se manter na moda. Esqueça a moda! Compre o que você precisa. Vista suas roupas até que se estraguem pelo uso. Pare de tentar impressionar as pessoas com suas roupas, impressione-as com sua vida”. – Ah, essa última frase vale toda a idéia. Só que tem uma coisa: para impressionar pela vida que tenho – ou levamos – essa vida exigiu tempo, esforços, obstinações e, claro, um foco bem apurado sobre nossos objetivos. Muito difícil isso para a maioria que nem bula de remédios lê… É mais fácil, bem mais fácil impressionar, enganar os incautos, os desavisados, os que julgam as pessoas pelas roupas, pelos carros, pelas viagens tolas, de lazer barato, muito mais fácil é enganá-los com nossa “aparência”.
Bom não esquecer uma verdade que não pode ser negada, é a que nos lembra que damos um passo para trás quando nos defrontamos com uma pessoa competente e que quando abre a boca nos faz revirar os olhos a procura do que dizer… Competência, saberes, boa educação, bons modos “escandalizam” mas é também para bem poucos. Melhor então é dar uma passadinha ali na loja e fazer novas prestações, comprar uma roupa da moda. O que faz a maioria. Psss, falemos baixo!
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Acostumados a perder
Muito difícil você ouvir uma frase que preste nas entrevistas de futebol, muito difícil. Ou porque os jogadores são quase todos, salvo raras exceções, analfabetos ou porque eles têm medo de falar um pouco mais, sabes como é… Mas dia destes ouvi um treinador dizer uma frase interessante. Se bem me lembro, foi o treinador do ASA, de Alagoas, se bem me lembro.
Ele disse que era preciso sacudir o time, que “os jogadores estavam acostumados a perder”… Não sei se ele se explicou mal ou se quis mesmo dizer o que disse. Gostei da frase e a trouxe para nós, leitora, leitor, para o nosso cotidiano. Muitos de nós também estamos acostumados a perder. E muitos ainda enchem o peito e dizem-se sem sorte, destino, Deus quer assim, e tolices rematadas como essas.
Isso é um modo “acostumado de ser e de viver perdendo”, como muitos jogadores e times no futebol. Quantos de nós vivemos repetindo que não temos sorte, que não temos jeito, que somos isso, somos aquilo, tudo para baixo? Essas pessoas esquecem que nascemos para a luz, para ser, para crescer, para não ter, enfim, limites.
Costumo dizer que o sujeito tem que entender que quem faz o salário é o próprio funcionário, a empresa oferece tanto, a pessoa aceita… Logo, foi ela quem fez o seu salário… Se a pessoa é competente e aceita ganhar pouco, de quem é a culpa?
Podemos ter uma vida afetiva mais gratificante, depende de cada um; ter uma saúde melhor, ter mais dinheiro no banco, mais estudos na cabeça, ser, enfim, um vencedor e não um “acostumado a perder”… Depende de quem?
Então, compadre, sem essa de estar acostumado a perder, a dar-se por vendido pelo “destino”, sem essa. Vamos para o campo e vamos para vencer!
Ele disse que era preciso sacudir o time, que “os jogadores estavam acostumados a perder”… Não sei se ele se explicou mal ou se quis mesmo dizer o que disse. Gostei da frase e a trouxe para nós, leitora, leitor, para o nosso cotidiano. Muitos de nós também estamos acostumados a perder. E muitos ainda enchem o peito e dizem-se sem sorte, destino, Deus quer assim, e tolices rematadas como essas.
Isso é um modo “acostumado de ser e de viver perdendo”, como muitos jogadores e times no futebol. Quantos de nós vivemos repetindo que não temos sorte, que não temos jeito, que somos isso, somos aquilo, tudo para baixo? Essas pessoas esquecem que nascemos para a luz, para ser, para crescer, para não ter, enfim, limites.
Costumo dizer que o sujeito tem que entender que quem faz o salário é o próprio funcionário, a empresa oferece tanto, a pessoa aceita… Logo, foi ela quem fez o seu salário… Se a pessoa é competente e aceita ganhar pouco, de quem é a culpa?
Podemos ter uma vida afetiva mais gratificante, depende de cada um; ter uma saúde melhor, ter mais dinheiro no banco, mais estudos na cabeça, ser, enfim, um vencedor e não um “acostumado a perder”… Depende de quem?
Então, compadre, sem essa de estar acostumado a perder, a dar-se por vendido pelo “destino”, sem essa. Vamos para o campo e vamos para vencer!
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