terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Perdas
Todos os que trabalham com carteira assinada têm direito a um dia de folga, pois não? Além disso, muitos trabalhadores têm semanas de cinco dias, certo? Então para que servem os tantos feriados brasileiros? Neste ano, os prejuízos da indústria nacional em razão dos múltiplos feriados vão chegar a R$ 42 bilhões. Quem paga isso? Feriados inúteis e cujas datas nada de importante significam. E ainda que significassem… Há feriados demais, trabalho de menos e seriedade quase nenhuma em quem legisla e pensa este país, em todas as ordens…
Igualdade
É bom que os pais não se esqueçam de educar os meninos e as meninas por igual. Em tudo. O que uns podem, as outras também podem, tudo por igual. E essa educação saudável para as igualdades começa na porta da maternidade, com os primeiros brinquedos dados à criança. Ah, e sem essa odiosa vilania do cor-de-rosa para as gurias, a cor da submissão e da “disponibilidade”… Ou tudo por igual, desde o berço, ou a encrenca aqui fora vai ficar cada vez pior
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Plágio
Escrevo porque preciso reviver algo que em mim dormiu, neste momento me sinto frio e sem amor, me sinto roubado - como se toda a minha poesia, ou mesmo a de outras pessoas, fossem levadas de mim - me sinto plagiado sem ter composto, me sinto só. Quero reviver algo que nunca tive, mas que realmente senti, quero reviver toda a falta que as borboletas fazem no meu estomago, quero reviver o medo de respirar próximo á alguém e quero compor algo que seja bonito a todos os olhos.
Essa nostalgia pelos amores passados que não passa, essa vontade louca de fugir com toda a poesia deste mundo para um lugar só meu e dela, pois se a falta que sinto não será recuperada, espero que no mínimo as canções de amores e devaneios, sejam só pra mim; Sempre a mesma história 'Le petit prince égoïst, sempre o príncipe que também quer cantar mas não sabe, o príncipe que realmente só pensa em dormir e quase nunca termina algo o que começou. Acho que a falta de inspiração me faz escrever para todos, mas principalmente escrever aos amores passados, que neste momentos se encontram felizes ou não mais vivem, com seus beijo e afagos que nunca me foram concedidos e com toda a poesia que me foi plagiada. Escrevo não pela falta de algo que me completa, mas pela falta de algo que não me faça dormir, porque está tão difícil sem você, seja lá quem você for.
Está difícil, porque o pequeno príncipe egoísta, está vendo que talvez as coisas não aconteçam como ele quer e que o amor não bate na sua porta como nos filmes, deve ser por isso que o príncipe se ligou tanto ao cinema francês, deve ser porque ele sente esta necessidade de ser de todo mundo e todo mundo ser dele também.
Escrevo porque gosto da sensação de me sentir frágil, escrevo porque gosto de ser eu mesmo mas principalmente porque gosto de ser muitas pessoas. Escrevo pela falta do que sinto tão presente que parece nem faltar, porque sinto todo este sentimento que vai saindo como uma explosão de palavra que talvez nem tenham um sentido completo. Escrevo não porque tenho ciúmes de todos, mas porque tenho inveja de toda a felicidade que bate em tantas portas mas errou meu endereço e mesmo que ela toque minha campainha pela madrugada e eu estiver acordado, terei medo de atender - até de felicidade os ladrões se disfarçam hoje em dia. Roubaram minha felicidade, levaram-na sem a minima vergonha e usaram-na sem o minimo pudor, foi como um estupro a minha felicidade, um abuso, um plágio! Me indigna saber que pessoas como eu são assaltadas todos os dias e eu escrever sobre isso não mudará nada, porque ninguém merece minha poesia e muito menos a minha felicidade!
Escrevo porque nunca soube ser sucinto ou explicar meu sentimento, não consigo me definir, só peço que devolvam a minha felicidade, devolvam os beijos que eu deveria ter dado, devolvam as cartas que eu deveria ter recebido, devolva as canções que deveriam ter me oferecido, mas acima de tudo, devolvam meu coração que se encontra em qualquer lugar de menos a onde ele deveria estar, apaixonado por alguém que não ama e sofrendo por amores impossíveis como nos filmes.
Escrevo porque o pequeno príncipe egoísta uma hora terá de adormecer, sentir a nostalgia e a vontade incontrolável de chorar, até que ele se lembrará que suas lágrimas não tem motivo nenhum para existirem, são lágrimas para ninguém.
Essa nostalgia pelos amores passados que não passa, essa vontade louca de fugir com toda a poesia deste mundo para um lugar só meu e dela, pois se a falta que sinto não será recuperada, espero que no mínimo as canções de amores e devaneios, sejam só pra mim; Sempre a mesma história 'Le petit prince égoïst, sempre o príncipe que também quer cantar mas não sabe, o príncipe que realmente só pensa em dormir e quase nunca termina algo o que começou. Acho que a falta de inspiração me faz escrever para todos, mas principalmente escrever aos amores passados, que neste momentos se encontram felizes ou não mais vivem, com seus beijo e afagos que nunca me foram concedidos e com toda a poesia que me foi plagiada. Escrevo não pela falta de algo que me completa, mas pela falta de algo que não me faça dormir, porque está tão difícil sem você, seja lá quem você for.
Está difícil, porque o pequeno príncipe egoísta, está vendo que talvez as coisas não aconteçam como ele quer e que o amor não bate na sua porta como nos filmes, deve ser por isso que o príncipe se ligou tanto ao cinema francês, deve ser porque ele sente esta necessidade de ser de todo mundo e todo mundo ser dele também.
Escrevo porque gosto da sensação de me sentir frágil, escrevo porque gosto de ser eu mesmo mas principalmente porque gosto de ser muitas pessoas. Escrevo pela falta do que sinto tão presente que parece nem faltar, porque sinto todo este sentimento que vai saindo como uma explosão de palavra que talvez nem tenham um sentido completo. Escrevo não porque tenho ciúmes de todos, mas porque tenho inveja de toda a felicidade que bate em tantas portas mas errou meu endereço e mesmo que ela toque minha campainha pela madrugada e eu estiver acordado, terei medo de atender - até de felicidade os ladrões se disfarçam hoje em dia. Roubaram minha felicidade, levaram-na sem a minima vergonha e usaram-na sem o minimo pudor, foi como um estupro a minha felicidade, um abuso, um plágio! Me indigna saber que pessoas como eu são assaltadas todos os dias e eu escrever sobre isso não mudará nada, porque ninguém merece minha poesia e muito menos a minha felicidade!
Escrevo porque nunca soube ser sucinto ou explicar meu sentimento, não consigo me definir, só peço que devolvam a minha felicidade, devolvam os beijos que eu deveria ter dado, devolvam as cartas que eu deveria ter recebido, devolva as canções que deveriam ter me oferecido, mas acima de tudo, devolvam meu coração que se encontra em qualquer lugar de menos a onde ele deveria estar, apaixonado por alguém que não ama e sofrendo por amores impossíveis como nos filmes.
Escrevo porque o pequeno príncipe egoísta uma hora terá de adormecer, sentir a nostalgia e a vontade incontrolável de chorar, até que ele se lembrará que suas lágrimas não tem motivo nenhum para existirem, são lágrimas para ninguém.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Cotas
Diz uma pesquisa do Ibope que dois em cada três brasileiros são a favor das cotas nas universidades. – Ah, é? E quantos são a favor da meritocracia no trabalho, nas salas de aula, nas responsabilidades de marido ou mulher, de filhos, gerentes ou empregadinhos, quantos? Só querem moleza, vadios? É isso o que produz o populismo vermelho…
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Frase
Li a frase e fui buscar a tesoura, achei-a boa. Recortada a frase, ela foi para uma das minhas caixas de sapatos, cheia delas. A frase é da Clarice Lispector: – “Metade das coisas que eu faria se fosse eu, não posso contar”. Bah, eu também. Ocorre que não somos nós, somos máscaras que vivemos e convivemos com expectativas sobre nós e os outros. Somos “personas”, máscaras de personalidade. E quanto a ela não poder contar o que lhe passa pela cabeça, bah, igualzinha mim e a você… Nossa cabeça, só nós o sabemos, é um caso de polícia, como dizia Machado de Assis. Vem daí a raiz da infelicidade, mas sem as máscaras viria, mais rápido ainda, a nossa destruição…
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Não é loucura, é cultura!
Era pra ser só mais uma aula, mas não foi. Às vezes - sempre - ficamos tão concentrados em nossas vidas, rotinas e objetivos que esquecemos que existe um mundo aí fora. Um mundo repleto de acontecimentos, e nesse caso, chocante.
Mas vamos ao que interessa. Em Camarões - país africano - existe um método conhecido como "passar os seios". Isso mesmo. As mães "massageiam" os seios das filhas com uma pedra quente, é uma forma de atrasar o metabolismo feminino para que as garotas pareçam mais jovens. Isso ocorre porque muitos pais temem que suas filhas atraiam os olhares masculinos logo que os seios começam a se desenvolver, correndo o risco de serem estupradas e acabarem engravidando, impedindo assim, que as jovens continuem os estudos. Apesar dos riscos, uma em cada quatro mulheres camaronesas se sujeitam a essa prática para continuar frequentando as aulas. E, esses riscos, não são poucos. "Massagear os seios com pedra quente pode causar o desenvolvimento de úlceras, cistos, infecções e até mesmo câncer de mama" explica Nzhié, do Hospital Central de Laundê. Há casos em que podem ser observados o total desaparecimento ou dissimetria do seio (um seio maior que o outro). Sem contar os danos psicológicos. Atualmente, existem campanhas que incentivam o fim dessa prática, mas ainda é uma coisa um tanto distante da realidade. Chocante, não? Pois é. Daí você vai analisar a situação, e compara com os outros países. Mas vamos nos ater ao Brasil. Não é difícil ver as crianças e jovens reclamando de ir pra aula - não se enganem, eu fazia isso também - enquanto em outros países, jovens se mutilam pra poder estudar. E aí? Vamos valorizar mais as nossas oportunidades? Ou vocês gostam de tomar esse "tapa na cara"? Eu não. Aliás, voltarei as apostilas. Sem mais.
Mas vamos ao que interessa. Em Camarões - país africano - existe um método conhecido como "passar os seios". Isso mesmo. As mães "massageiam" os seios das filhas com uma pedra quente, é uma forma de atrasar o metabolismo feminino para que as garotas pareçam mais jovens. Isso ocorre porque muitos pais temem que suas filhas atraiam os olhares masculinos logo que os seios começam a se desenvolver, correndo o risco de serem estupradas e acabarem engravidando, impedindo assim, que as jovens continuem os estudos. Apesar dos riscos, uma em cada quatro mulheres camaronesas se sujeitam a essa prática para continuar frequentando as aulas. E, esses riscos, não são poucos. "Massagear os seios com pedra quente pode causar o desenvolvimento de úlceras, cistos, infecções e até mesmo câncer de mama" explica Nzhié, do Hospital Central de Laundê. Há casos em que podem ser observados o total desaparecimento ou dissimetria do seio (um seio maior que o outro). Sem contar os danos psicológicos. Atualmente, existem campanhas que incentivam o fim dessa prática, mas ainda é uma coisa um tanto distante da realidade. Chocante, não? Pois é. Daí você vai analisar a situação, e compara com os outros países. Mas vamos nos ater ao Brasil. Não é difícil ver as crianças e jovens reclamando de ir pra aula - não se enganem, eu fazia isso também - enquanto em outros países, jovens se mutilam pra poder estudar. E aí? Vamos valorizar mais as nossas oportunidades? Ou vocês gostam de tomar esse "tapa na cara"? Eu não. Aliás, voltarei as apostilas. Sem mais.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Tributos religiosos
Um conhecido meu diz que está disposto a ficar rico, que está chateado de ser pobre. Disse-me que vai memorizar meia dúzia de “falsas verdades religiosas”, vai alugar um galpão e vai treinar a língua para o teatro, e diz que o resto será moleza. Que vai passar a conversa nos ignorantes e que, mais que tudo, vai-se livrar definitivamente de ter que acertar as contas com o imposto de renda, que toda a sua renda lhe será isenta de tributação. Não sei se ele tem razão por estar seguindo a linha de enganar os demais. Mas o que vamos fazer? O povo hoje gosta de ser ludibriado...
Negativo
Foi no Piauí. Salvo alguns casos, assassino para mim é bandido, e esse cometeu um homicídio qualificado, está preso. Agora, o bandido fez um desses vestibularezinhos criados pelos “vermelhos, um tal de Sisu, passou e quer frequentar a faculdade. E um monte de ordinários dando força a ele. Negativo, vais ficar no teu devido lugar de agora, depois, depois de solto, e se for o caso, podes tentar outra vez. Só depois. Ou então, consultes a vítima que foi bandidamente assassinada, safado!
E antes que reclamem. Oportunidade é o escambau!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Memórias
Dia destes, li um texto interessante sob o título: – “Memórias das coisas que não vivi”. O autor referia-se à imensa caixa de fotos que ele tem em casa, fotos tiradas de incontáveis viagens que fez. Fotos, fotos e mais fotos. E ele dizia que naquele tempo, o importante para ele era tirar as fotos, registrar o momento para vê-los mais tarde e, principalmente, mostrar aos amigos… Que estúpido! Mas é exatamente o que hoje fazem multidões pelo mundo, fotografam, postam e pensam que viveram os cenários das fotos. Não viveram, apenas fotografaram para os “outros”.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Vergonha na cara
A outra, despudorada, vai à delegacia dar queixa do “marido” que quase a estrangulou. Não foi a primeira vez. Ela contou para o delegado que está com ele há quatro anos e que há quatro anos ele a surra. Tem cabimento a despudorada dizer isso? Apanha há quatro anos e está com o covarde? E o pior, faz denúncia na delegacia e nega na frente do juiz, salva a pele do vagabundo que ainda vai matá-la. Chego a dizer que ela merece, por tamanha falta de vergonha na cara.
Fazem 6 anos
Há momentos na vida que precisamos parar e pensar. Parar e pensar mesmo. Nesses momentos, é bom ter memória, ter “remédios” que nos evitem afundar no desespero, na dor, na depressão. Estou falando dos que sobrevivem, não falo dos que morrem, para esses não há mais o que fazer, sobra-lhes apenas a eternidade do nada.
São frases que visam ao conforto, a evitar os riscos, a preservar-se em tudo. Tudo inútil. Ao ouvir frases desse tipo, lembro do cangaceiro Lampião. Ele dizia que “o teu medo não te preserva do destino”. Formidável. De nada nos adianta ir para baixo da cama da vida para fugir ao que nos está reservado…
E será que há um destino que nos está reservado? Recuso-o peremptoriamente. Seria um abutre o autor desse destino, prefiro acreditar no livre-arbítrio, no acaso, no acidental. De outro modo, a vida seria insuportável, um destino seria uma crueldade de um monstro metafísico. Sejamos prudentes, cuidadosos e isso já nos dará bons momentos na vida. Ficarmos presos dentro de casa para fugirmos aos riscos é covardia que leva a não-vida.
Tenho ainda uma outra frase, parente da anterior. Essa frase diz – “Quem tem medo se enterra vivo”. Também do Lampião. A frase é tão verdadeira que não a vou discutir. Melhor, então, é vivermos, sem medos mas com as prudências do bom senso. No mais, no mais está o grande mistério da vida, a “cortina de fumaça” que nos separa a realidade do imprevisto…
São frases que visam ao conforto, a evitar os riscos, a preservar-se em tudo. Tudo inútil. Ao ouvir frases desse tipo, lembro do cangaceiro Lampião. Ele dizia que “o teu medo não te preserva do destino”. Formidável. De nada nos adianta ir para baixo da cama da vida para fugir ao que nos está reservado…
E será que há um destino que nos está reservado? Recuso-o peremptoriamente. Seria um abutre o autor desse destino, prefiro acreditar no livre-arbítrio, no acaso, no acidental. De outro modo, a vida seria insuportável, um destino seria uma crueldade de um monstro metafísico. Sejamos prudentes, cuidadosos e isso já nos dará bons momentos na vida. Ficarmos presos dentro de casa para fugirmos aos riscos é covardia que leva a não-vida.
Tenho ainda uma outra frase, parente da anterior. Essa frase diz – “Quem tem medo se enterra vivo”. Também do Lampião. A frase é tão verdadeira que não a vou discutir. Melhor, então, é vivermos, sem medos mas com as prudências do bom senso. No mais, no mais está o grande mistério da vida, a “cortina de fumaça” que nos separa a realidade do imprevisto…
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