segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fazem 6 anos

Há momentos na vida que precisamos parar e pensar. Parar e pensar mesmo. Nesses momentos, é bom ter memória, ter “remédios” que nos evitem afundar no desespero, na dor, na depressão. Estou falando dos que sobrevivem, não falo dos que morrem, para esses não há mais o que fazer, sobra-lhes apenas a eternidade do nada.

São frases que visam ao conforto, a evitar os riscos, a preservar-se em tudo. Tudo inútil. Ao ouvir frases desse tipo, lembro do cangaceiro Lampião. Ele dizia que “o teu medo não te preserva do destino”. Formidável. De nada nos adianta ir para baixo da cama da vida para fugir ao que nos está reservado…

E será que há um destino que nos está reservado? Recuso-o peremptoriamente. Seria um abutre o autor desse destino, prefiro acreditar no livre-arbítrio, no acaso, no acidental. De outro modo, a vida seria insuportável, um destino seria uma crueldade de um monstro metafísico. Sejamos prudentes, cuidadosos e isso já nos dará bons momentos na vida. Ficarmos presos dentro de casa para fugirmos aos riscos é covardia que leva a não-vida.

Tenho ainda uma outra frase, parente da anterior. Essa frase diz – “Quem tem medo se enterra vivo”. Também do Lampião. A frase é tão verdadeira que não a vou discutir. Melhor, então, é vivermos, sem medos mas com as prudências do bom senso. No mais, no mais está o grande mistério da vida, a “cortina de fumaça” que nos separa a realidade do imprevisto…

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