segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pecado

Estava chegando à empresa quando um enorme pássaro preto, lindo mesmo, voou direto contra uma parede de vidro e caiu agonizante no nosso jardim. Morreu logo. Fiquei pensando: o que justifica o “destino” daquele bichinho? Que tipo de “pecado” ele cometeu para morrer de modo tão rude? A vida daquele bichinho não era diferente da vida de qualquer um de nós, de um magistrado do Supremo, por exemplo… Vida é tudo igual, por que o pássaro pagou aquele preço tão alto e cruel pela sua vida sem “pecado”? Ninguém me vai explicar a estupidez gratuita da vida e dos “destinos” diferenciados, ninguém, que ninguém tente…

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