quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A vida e as roupas

Sentei para ler jornais e acidentalmente baixei os olhos, caíram sobre uma das minhas caixas de sapatos cheias de frases. Passou-me uma ideia pela cabeça. Deixei os jornais para depois, pensei um pouco e me ordenei. Fui a uma das caixas de frases e antes de pôr a mão lá dentro e tirar uma frase, fiz comigo mesmo aquele joguinho de crianças: a frase que sair será um sinal, afinal, acredito em sinais. Sabes o que saiu?

Saiu esta sentença, nada nova, mas eterna: – “A maioria das pessoas não têm necessidade de mais roupas. Elas compram não porque precisam, mas porque querem se manter na moda. Esqueça a moda! Compre o que você precisa. Vista suas roupas até que se estraguem pelo uso. Pare de tentar impressionar as pessoas com suas roupas, impressione-as com sua vida”. – Ah, essa última frase vale toda a idéia. Só que tem uma coisa: para impressionar pela vida que tenho – ou levamos – essa vida exigiu tempo, esforços, obstinações e, claro, um foco bem apurado sobre nossos objetivos. Muito difícil isso para a maioria que nem bula de remédios lê… É mais fácil, bem mais fácil impressionar, enganar os incautos, os desavisados, os que julgam as pessoas pelas roupas, pelos carros, pelas viagens tolas, de lazer barato, muito mais fácil é enganá-los com nossa “aparência”.

Bom não esquecer uma verdade que não pode ser negada, é a que nos lembra que damos um passo para trás quando nos defrontamos com uma pessoa competente e que quando abre a boca nos faz revirar os olhos a procura do que dizer… Competência, saberes, boa educação, bons modos “escandalizam” mas é também para bem poucos. Melhor então é dar uma passadinha ali na loja e fazer novas prestações, comprar uma roupa da moda. O que faz a maioria. Psss, falemos baixo!

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