Antes de dizer a que venho, não posso deixar de dizer que há dois tipos de pais: o biológico e o que educa. É bom que ambos estejam na mesma pessoa, aí, nesse caso, o sujeito é de fato pai. Hoje, infelizmente, é cada vez mais raro o casamento, na mesma pessoa, do pai biológico com o pai moral, difícil de encontrar…
Vou-lhe fazer uma pergunta, curta e grossa: – “Quem é o melhor amigo”? Não, não é o “peludo”, você errou. O melhor amigo é o nosso pai, tem que ser, espera-se que seja. Mas nem sempre é assim, e de modo especial quando o pai é um grosso, um tapado.
Veja esta manchete publicada na Folha, foi dia destes: – “Homem é condenado por dar caipirinha e vinho para o filho de seis anos”. Pode uma estupidez essas? Claro que pode, quando o sujeito é um tosco primitivo claro que pode. Foi em Santa Catarina. E o pior é que o tal pai deve achar natural, que o guri é homem e que homem tem que beber… A ignorância, sabe-se, pode ser pior que um leão faminto, solto e furioso por aí.
Indo além dos limites desse citado crime, quantos pais, pais metidos a bons, quantos incentivam os filhos homens a serem machos desde cedo? E por machos entenda-se fazer as tolices que os falsos machos adultos e estúpidos fazem. Quem ensina um menino de seis anos a beber, vai ensinar também a ser desrespeitoso com as mulheres, muito provável. Pai desse tipo é melhor não ter. O filho um dia vai saber disso…
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