Nos meus
devaneios – que não são poucos – arrisco-me a pensar na vida. Não na minha, ou
na sua. Na vida, como um todo. De tudo, de todos.
Não é incrível
como coisas tão pequenas criam uma magnitude esplendorosa?
Algo que começa tão
pequeno, e vai se desenvolvendo. Criando um fascínio tão grande, que poderia
passar horas observando e nunca saciaria o desejo de conhecer, de dominar. Não
sei como começa, talvez, ninguém saiba. Mas acontece e, no fim, é só isso que
importa. Ah, a vida. Uma junção do amor ou da ciência e está lá: um ser tão
pequeno com uma capacidade enorme de trazer mudanças. Às vezes boas, outras
não. Mas há sempre uma esperança. Como uma planta que brota em meio ao solo
árido, trazendo acalento ao aflito caboclo. A esperança que as coisas mudem.
Que as pessoas mudem, que mudem o mundo. Que o novo ser – com sua inocência –
consiga mudar. Novo tempo, novo riso, nova vida. Esperança que vai, esperança
que fica. Por que não sonhar, não acreditar? Afinal, se não há esperança não há
motivos para a vida.
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